Startups no Brasil: O que o crescimento delas nos ensina sobre inovação?
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O que o crescimento de startups no Brasil ensina sobre inovação?

startups no brasil

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A relação entre startup e inovação é notável. A ligação é tão estreita que, não por acaso, os conceitos são tratados quase como sinônimos no mundo do empreendedorismo. Nesse sentido, é inspirador analisar o desenvolvimento de empresas que cresceram a partir de uma cultura inovadora.

As startups no Brasil exemplificam muito bem esse espírito e, por conta disso, têm muito a ensinar. Levando isso em consideração, elaboramos este post para mostrar que tipo de aprendizado podemos extrair dessas experiências empreendedoras. Leia até o fim e descubra!

O que é a cultura startup?

Em linhas gerais, o termo cultura designa um conjunto de hábitos organizacionais que, na prática, funcionam como valores nos quais a empresa se apoia para exercer suas atividades, gerir seus times, controlar seus processos e assim por diante.

A cultura startup, entretanto, carrega significados adicionais. Via de regra, os empreendimentos que seguem esse caminho destoam dos padrões corporativos tradicionais, pois colocam o seu foco no desenvolvimento e lançamento de produtos, serviços e conceitos pouco conhecidos no mercado e, muitas vezes, até inéditos.

Como consequência, suas regras e os códigos de conduta tendem a ser mais flexíveis e menos padronizados do que os que são costumeiramente praticados nas grandes corporações.

Engana-se quem pensa que isso implica somente em posturas clichês, como games no escritório, um ambiente descontraído e a ausência de dress code (código de vestir). Esses elementos podem até estar presentes, mas são apenas reflexos de outras práticas. Numa startup:

  • as responsabilidades são alteradas frequentemente;
  • o conhecimento é compartilhado entre pessoas de diferentes áreas e hierarquias;
  • as novas ideias (até as que aparentam ser ousadas demais) são sempre consideradas;
  • a produtividade e a resolução de problemas são competências levadas a sério.

O que motiva a cultura startup?

Alguns objetivos ajudam a entender o que catalisa o desenvolvimento de uma startup, que está sempre buscando:

  • crescer de forma mais rápida;
  • estimular o desenvolvimento e engajamento dos seus colaboradores;
  • conquistar nichos de negócio inexplorados no mercado;
  • otimizar os processos;
  • estabelecer uma estrutura horizontal de gestão (menos hierarquia e mais autonomia);
  • entregar resultados pautados pela excelência e com agilidade.

Como startup e inovação se relacionam?

O que diferencia uma startup de uma pequena empresa? Como conseguem se desenvolver com tanta rapidez? Quem paga essa conta? Poderíamos simplesmente dizer, sem nenhum receio, que a inovação é a resposta a todas essas questões. Entenda agora como esse fenômeno acontece.
Antes de tudo, vale ressaltar que, na prática, nem todas startups são tão inovadoras quanto parecem que são ou quanto poderiam ser. Portanto, é proveitoso saber medir quão inovadora uma startup é — o que certamente não é uma tarefa fácil.

Isso acontece porque não é possível definir, em um estágio inicial, se uma prática inovadora trará ou não resultados concretos.

Além do mais, entender a inovação também demanda paciência, persistência e foco constante. Muitas vezes, o valor de um produto ou serviço só é confirmado anos após o lançamento.

Uma matéria, publicada em 2017 pelo portal do Sebrae, utiliza o exemplo do Twitter, que demorou cerca de 4 anos para  assumir a importância que tem atualmente.

Segundo a publicação, o Twitter é capaz de ajudar pessoas envolvidas em guerras, regimes ditatoriais e tragédias naturais e que foi necessário esperar o futuro chegar para perceber como a ideia original era inovadora.

A importância da ideia para as startups

Antes de buscar investidores ou capital para acelerar seu crescimento, as startups precisam de uma ideia. Essa ideia, por sua vez, deve se converter em um produto ou serviço inovador, que possa realmente gerar valor para os clientes ou consumidores.

O empreendedor Eric Ries, em seu livro “A Startup Enxuta”, faz reflexões muito ricas sobre esse modelo de negócio:
“A atividade fundamental de uma startup é transformar ideias em produtos, medir como os clientes reagem, e então aprender se é o caso de pivotar ou perseverar. Todos os processos de startup bem-sucedidos devem ser voltados para acelerar esse ciclo de feedback”.

Então, o que podemos aprender com as startups?

O crescimento das startups brasileiras é exponencial. Os modelos convencionais estão gradualmente dando lugar ao empreendedorismo.
E nesse cenário, o fenômeno startup desponta como uma grande catalisadora para a economia, não importando o seu fator gerador — seja por atender a necessidades de empreendedores e clientes, seja por satisfazer a vontade de profissionais insatisfeitos com as oportunidades que encontram no mercado.

Patrick Teyssonneyre, diretor de inovação da Braskem e mentor do programa de aceleração Braskem Labs Scale, em entrevista à revista Exame, ajuda a entender melhor o cenário: “O ecossistema vem crescendo muito rapidamente por aqui.

Muitas pessoas que perderam ou deixaram seus empregos começaram a empreender, montar seus próprios negócios. Mas já não é apenas uma franquia, um foodtruck ou uma consultoria. O pessoal começou a pensar: por que não tecnologia?”, destacou.

Isto é: por que não sair da zona de conforto? Se uma inovação efetiva pressupõe a resolução de algo, as dificuldades do Brasil o transformam em um terreno fértil para inovar, já que são muitos os problemas do país.

O modelo de gestão tradicional e as startups

ABStartups (Associação Brasileira de Startups), em 2012, reunia algo em torno de 2,5 mil associados. Atualmente, esse número supera a marca de 4,2 mil. No total, a nação tem cerca de 9 mil startups, segundo os dados do StartSe, e elas movimentam bilhões todos os anos.

As marcas incríveis funcionam como um aviso para quem se nega a aprender sobre inovação com essas empresas. O mercado tradicional tem seu espaço, sua função e está estabelecido. Ainda assim, ele pode se aproveitar desses exemplos de inovação associados à cultura startup para crescer.

Se a competitividade só aumenta, por que não encontrar os diferenciais por meio de práticas inovadoras, seja nos processos, seja nos hábitos organizacionais?

Ao adotar novos paradigmas na sua gestão, uma corporação que opera de acordo com os velhos moldes pode mudar sua percepção e assim se destacar em relação à concorrência, além de se tornar mais escalável e descontraída.

Pequenas alterações no ambiente e nas formas de motivar os colaboradores podem ser decisivas. É preciso repensar a gestão de modo aprofundado, enxergando além das necessidades de redução de custos e aumento de receitas e incluindo nessa reflexão as formas de lidar com todos os processos e pessoas.

Enfim, podemos concluir que as startups no Brasil ensinam muito sobre modos de gerir, empreendedorismo e inovação. Apontam novos caminhos a serem experimentados, testados e aplicados no cotidiano de uma empresa.

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