Prototipação: saiba como usá-la para ganhar tempo e reduzir erros
internet das coisas
A força da internet das coisas nos negócios e na sociedade
agosto 30, 2018
O que é um roadmap e como ele contribui para alavancar a inovação?
setembro 4, 2018

Aprenda como usar a prototipação para ganhar tempo e reduzir erros

Em um mundo cada vez mais permeado pela transformação digital, ganhar tempo e reduzir erros se mostram como duas necessidades fundamentais para o desenvolvimento ágil. Nesse contexto, práticas como a prototipação ganham relevância de maneira gradativa.

Levando isso em conta, preparamos este artigo com o intuito de explicar o que esse conceito significa, bem como as vantagens que ele proporciona e a sua relação com o design.

O que é prototipação e para que ela serve?

Antes de tudo, imagine o seguinte cenário: você está coordenando um time de TI em um projeto de desenvolvimento de software.

Além da liderança que guia as etapas desse processo, como garantir que todos os pontos estão realmente alinhados ao que foi proposto durante o planejamento?

Em suma, a prototipação consiste na reunião de várias técnicas visando à validação e aos testes — que podem ser feitos repetidas vezes — de todos os aspectos ligados ao software: do layout às funcionalidades. A ideia é sempre identificar os eventuais problemas e as oportunidades de melhoria, a fim de compilar os raciocínios e otimizar o desenvolvimento.

Ela pode ser feita de forma bastante simples, utilizando um papel, por exemplo, para desenhar a interface. Também é possível apresentá-la com o powerpoint ou criar uma prototipação navegável, que considera outras possibilidades, como o destino de um clique, o brilho de um ícone e assim por diante.

Qual é a sua relação com o design thinking?

A prototipação, também conhecida como prototipagem, tem um papel central no conjunto de métodos do design thinking. Afinal, ela é a parte que antecede o fim de um projeto inserido nesses moldes. A ideia, nesse caso, é testar rapidamente para descobrir sem demora quais são os erros do software, o que precisa ser mudado antes da versão final, etc.

No contexto da metodologia do design thinking, ela ainda é útil para diversas finalidades: melhorar a experiência do usuário (UX), inovar na elaboração de produtos e/ou serviços e atualizar modelos de negócios.

Como utilizá-la da melhor forma?

Tudo começa a partir do uso de boas ferramentas para prototipar. Atualmente, o InVision desponta como uma das mais reconhecidas no mercado, por conta dos diversos recursos que oferece aos seus usuários. Existem, ainda, outras ferramentas, como o Marvel, Adobe XD, UX Pin, Webflow, Figma, Axure, entre outros.

Depois de escolher as aliadas nesse processo, é imprescindível recorrer ao protótipo navegável, tendo em vista que ele permite ter uma noção mais real sobre o software ou aplicativo em desenvolvimento. Você pode, por exemplo, interagir com a interface, navegar entre páginas, verificar as ligações existentes entre cada seção e afins.

Também pode ser válido mostrá-la ao cliente antes de concluir a demanda. Assim, ele pode saber como está o projeto e emitir suas opiniões a respeito. Outra medida bastante útil é realizar uma pesquisa com usuários. Para isso, é necessário reunir um grupo e aplicar uma metodologia de pesquisa. Dessa forma, há como analisar feedbacks sobre determinados detalhes, como as cores, o tamanho das letras etc.

Quais são seus principais benefícios?

É difícil apontar a prototipação como um procedimento obrigatório, que deve ser inserido em todo e qualquer projeto. Ainda assim, com o protótipo em mãos, é perfeitamente viável diminuir erros que só podem ser notados a partir de um contato mais prático com o produto em questão.

Há quem acredite que prototipar — por se tratar de uma sequência de refações — não seja algo economicamente sustentável para os desenvolvedores. No entanto, essa visão parte de um pressuposto equivocado.

Imagine que você e sua equipe publicaram e anunciaram um app cheio de falhas. As pessoas que baixaram terão uma péssima experiência, porque os testes e protótipos não foram conduzidos seriamente. Por fim, validar, testar e interagir desponta como um caminho mais econômico do que comprometer todo um projeto porque ele não foi devidamente testado.

Além disso, a prototipagem colabora muito no sentido de agilizar os processos e, a partir disso, ganhar tempo. Afinal, um de seus principais objetivos é testar rapidamente a interface e a experiência de uso, para que os ajustes ocorram o quanto antes. Portanto, pode-se dizer que seus principais benefícios estão relacionados ao ganho de tempo e à redução de erros.

O que deve ser considerado no desenvolvimento dos protótipos?

Primeiramente, é importante lembrar que a prototipação é posterior ao brainstorm, ou seja, o ideal é chegar a esse estágio com todas as ideias e sugestões engatilhadas.

Feito isso, é imprescindível trabalhar com um protótipo navegável, que seja muito próximo do que se espera do produto final. Embora as fases iniciais possam ser executadas com recursos e ferramentas mais primitivas, é preciso atingir uma condição mínima de navegação durante o desenvolvimento.

Em produtos digitais, como apps, softwares e sites, o mais indicado é desenvolver digitalmente as artes e as telas de cada uma das partes do projeto em questão. Mais do que isso: é necessário checar a relação entre cada um desses componentes.

Tenha em mente que o ponto não é fazer com que esse aplicativo ou software funcione antecipadamente, mas sim saber da forma mais detalhada possível como ele funcionará após o lançamento.

Quando se está na fase navegável da prototipagem, a finalidade deve ser navegar pelas diferentes partes do produto e saber como isso se reflete na experiência de quem usa. Quão fácil é interagir com um menu? Quanto tempo as pessoas levarão para encontrar a função que mais desejam? Existe algum ponto desarmonioso que pode prejudicar sua utilização?

O protótipo navegável é o meio pelo qual você materializa tudo o que pensou e idealizou com a sua equipe anteriormente. Isso é feito para tentar ser mais assertivo em relação à expectativa do cliente e à base de ideias desenvolvida durante a concepção do projeto.

Enfim, a prototipação é indispensável para reduzir os erros de seu projeto e aproximá-lo do ideal. Além disso, ela também possibilita que testes e correções sejam feitos com agilidade. Com a adoção dessa prática, o desperdício de tempo e de recursos tende a diminuir significativamente.

Se você gostou do texto e quer saber mais a respeito, não deixe de entrar em contato com a gente — nós podemos ajudar!

Continue acompanhando o blog da Mooven para mais conteúdos como esse!