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Platform thinking: o que é e como usar para melhorar a agilidade e a inovação?

Platform thinking: o que é e como usar para melhorar a agilidade e a inovação?

platform thinking

Não é nenhuma novidade que a forte presença da tecnologia no meio corporativo e a popularização do acesso à internet são aspectos que têm transformado o modo como as empresas se relacionam com os seus consumidores.
 
Sendo assim, novos modelos de gestão de negócios têm surgido para que as organizações se adaptem ao comportamento de consumo das pessoas, em vez do contrário. Aqui, estamos nos referindo ao sistema platform thinking.
 
Neste conteúdo, mostraremos o que é platform thinking, como ele funciona e como tem trazido agilidade e inovação para as empresas modernas. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura para conferir!
 
O que é platform thinking e como funciona essa ferramenta?
 
De forma simplificada, o platform thinking consiste em um modelo de gestão de negócios no qual a organização é desenvolvida com base em uma plataforma, em vez de um produto em si.
 
Diferentemente de como era no passado – época em que as marcas tinham total controle sobre as interações, limitando-as –, agora, há muito valor agregado nas relações cliente-empresa.
 
Esse aspecto, aliado ao fato de a tecnologia ter poder suficiente para conectar pessoas, recursos e empresas, é o principal motivo da criação de ecossistemas interativos, capazes de gerar um grande volume de dados que trazem ainda mais valor aos envolvidos.
 
Um exemplo de simples entendimento sobre como funciona o sistema de platform thinking é a Amazon. O serviço oferece uma infinidade de livros que não precisam ser traduzidos, armazenados ou distribuídos fisicamente.
 
Esse tipo de modelo de gestão fez com que os entraves e custos relacionados à publicação de um livro despencassem, permitindo que milhares de autores disponibilizassem suas obras no Kindle sem necessitar de intermediários no processo. Isso aproximou leitores e escritores e causou mudanças drásticas nos rumos do mercado editorial.
 
Quais empresas atuais e bem-sucedidas aderiram ao platform thinking?
 
Alguns dos exemplos mais conhecidos da atualidade são Airbnb, Uber e Facebook, no entanto, eles não os únicos.
 
Spotify e Netflix, por exemplo, não são meras ferramentas de entretenimento, mas, sim, plataformas de streaming que consideraram as necessidades de seu público para pautar suas estratégias. Por esse motivo, convenceram milhares de usuários de que vale a pena pagar pelos seus serviços.
 
Outras grandes corporações da antiga era digital – como a Microsoft, Apple e diversas startups – também estão aderindo ao novo modelo de negócios que, além de oferecer um serviço focado nas reais necessidades de seus consumidores (agilidade, mobilidade e comodidade), coloca em evidência a interação dos usuários e a troca de dados em uma única plataforma.
 
O que diferencia o platform thinking das plataformas comuns?
 
Se você ainda não entendeu qual a é diferença entre o sistema platform thinking e as plataformas de negócios comuns, devemos partir do seguinte princípio: toda organização funciona ambientada em um ecossistema específico.
 
Existem diferentes departamentos, filosofias e áreas de atuação com seus próprios níveis de hierarquia, funções, regras e objetivos a serem cumpridos pela equipe de profissionais.
 
Contudo, não são todas as empresas que colocam o foco no real valor desse ambiente e desenvolvem um ecossistema em torno dos negócios. Em outras palavras, não são todas organizações que pensam e agem como plataformas.
 
Para que o negócio possa ser considerado uma plataforma, é necessário abandonar o modelo de atuação secular – que parte da premissa de que todos os dados da companhia são gerados a partir da própria empresa – e combinar tanto as experiências e informações adquiridas internamente, quanto as externas à organização.
 
Sendo assim, é possível promover otimizações com base na experiência do cliente e melhorar a eficiência e o valor dos produtos ou serviços oferecidos ao mercado.
 
Como desenvolver platform thinking na empresa?
 
O crescimento dos negócios baseados em platform thinking, apenas na última década, foi expressivo a ponto de colocá-los em evidência para o mundo todo. Mas, o que mudou do início dessa nova era digital para hoje em dia? Pois bem, podemos afirmar que a resposta está no foco das estratégias empresariais.
 
Atualmente, a internet não se resume apenas a uma ferramenta de conexão, mas, sim, de engajamento e comunicação, totalmente capaz de permitir que os usuários desenvolvam e consumam valor – ou, ainda melhor, compartilhem mesmo que estejam em um momento de dispersão.
 
É exatamente isso que diferencia o platform thinking dos modelos de plataformas tradicionais. As empresas podem não ter posse do produto ou serviço fisicamente, mas os administram da mesma forma como se tivessem, portanto, transcendem as barreiras entre a marca e os seus consumidores, criando soluções que geram um crescimento mais rápido e eficiente.
 
De forma simplificada, para desenvolver o platform thinking em seu negócio é preciso gerenciar as interações e desenvolver um ambiente que entregue valor ao cliente para, apenas depois, monetizá-lo.
 
Considere, então, integrar os seguintes fatores ao seu ecossistema empresarial:

  • conexão – facilidade para que as pessoas se conectem à sua marca, negociem e compartilhem;
  • gravidade – qualidade da plataforma para atrair participantes (como clientes, distribuidores ou fornecedores ativos em seu negócio);
  • fluxo – capacidade da plataforma para promover intercâmbio e criar valor.

Vale destacar, ainda, que apesar de parecer óbvio, não é com a tecnologia que essa estratégia deve começar, uma vez que ela não é o produto final, mas, sim, a ferramenta que sustenta todo o processo.
Sendo assim, para introduzir o platform thinking em sua empresa, é fundamental focar nos aspectos do negócio que são realizados para escalar e expandir a organização, mas que ainda são resolvidos por meio de processos manuais e repetitivos. Em seguida, é necessário verificar se existem soluções que podem ser geradas por usuários externos – sem perder a qualidade da interação, é claro.
Saiba quem serão usuários que vão interagir por meio da plataforma, sejam eles provedores ou consumidores. Então, determine de qual modo o negócio pode conectá-los e quais são as regras para as interações. Por exemplo: a Apple oferece aplicativos, o YouTube proporciona vídeos e o Airbnb apresenta uma lista de acomodações para locação.
Apenas a partir desse princípio é que a tecnologia deve entrar em ação. Além de sua função de gerar interação e escalabilidade entre os usuários e a empresa em níveis globais, ela também permite que todas as informações sejam compartilhadas com a comunidade, servindo como base de dados para otimizar ainda mais o gerenciamento da plataforma.
Como você pôde conferir neste conteúdo, o sistema platform thinking tem sido aderido pelas corporações com mais perspectiva de futuro e crescimento no mercado atual.
Com foco nas reais necessidades do cliente e a capacidade de melhorar as interações entre a marca e seus consumidores, o novo modelo de gestão de negócios é capaz de trazer agilidade e inovação ao ecossistema empresarial.
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