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Conheça a história por trás do manifesto ágil e seus 12 princípios

manifesto ágil

manifesto ágil

O manifesto ágil e o método que ele originou causaram um grande impacto na forma de gerir projetos, administrar e estabelecer planejamentos. A velocidade de entrega e a estrutura dos processos de produção também foram bastante alteradas por essa inovação.

Atualmente, manter a relação entre agilidade e qualidade do produto ainda se mostra como um desafio para muitas organizações. Levando isso em conta, elaboramos este artigo. Ao longo do texto, mostraremos o que motivou esse manifesto, como ele surgiu e as principais modificações que ele propôs.

Boa leitura!

O que é o manifesto ágil e como foi o seu surgimento?

Criado em 2001 por 17 especialistas da área de Tecnologia da Informação (TI), seu surgimento aconteceu a partir da necessidade que esses profissionais viam em encontrar modelos de desenvolvimento menos burocráticos. Por isso, se uniram a fim de manifestar suas visões sobre a interação entre processos, pessoas e softwares.

Em suma, ele é composto por 4 valores essenciais, que são livremente divulgados no próprio site do manifesto:

  • indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;
  • colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;
  • responder às mudanças mais que seguir um plano;
  • software em funcionamento mais que documentação abrangente.

Esses 4 aspectos são os caminhos que eles encontraram para chegar ao desenvolvimento de um projeto com maior rapidez e eficiência. Então, os autores — satisfeitos com os resultados encontrados — decidiram compartilhá-los com o restante das pessoas.

Entre os fundadores, vale a pena fazer alguns destaques. Ken Schwaber é o dono da Scrum.org; Martin Fowler se tornou um dos grandes pesquisadores e palestrantes sobre o tema e Robert Cecil Martin, também conhecido com Tio Ben, foi um dos principais entusiastas para que o documento surgisse.

Qual contexto motivou o surgimento desse manifesto?

Antes da década de 1990, o mundo passou a entender um pouco sobre desenvolver softwares. Quando isso começou a acontecer, não havia um processo bem definido para que essa atividade fosse realizada em larga escala. Depois de muito diálogo, acreditou-se que seria possível apostar em processos semelhantes aos da Engenharia Civil no desenvolvimento de software de projetos.

Por meio dessa visão, conceitos da área foram importados e diversos processos eram muito iguais aos da Engenharia, originando um método tradicional que se assemelhava ao planejamento de prédios, ou seja, era feita uma vasta documentação de todas as etapas do projeto.

Motivados por uma cultura de inovação, membros da comunidade de Extreme Programming (XP) — marcada pela burocracia nos processos e pelo excesso de formalização — começaram a debater a respeito de outros métodos, que, na época, eram conhecidos como métodos leves ou lightweight methods.

Interessados em trabalhar de forma mais ágil, alguns deles, mesmo reconhecendo a existência de virtudes no XP, marcaram uma reunião para discutir apenas sobre a nova metodologia, ainda recente e desconhecida da maior parte dos profissionais da área.
O encontro aconteceu em fevereiro de 2001, em uma estação de esqui chamada Snowbird, que fica no estado norte-americano de Utah. A ideia central das propostas debatidas era não precisar mais gastar um longo tempo para planejar softwares, sendo que a concepção poderia se alterar completamente no momento da entrega. Em termos resumidos, eles saíram do método tradicional e descobriram um novo caminho.

Qual é a interferência do manifesto ágil nos métodos atuais?

É difícil de imaginar se as inovações tecnológicas que nós vivenciamos atualmente seriam possíveis sem as proposições trazidas pelo manifesto. Afinal, boa parte dos frameworks utilizados hoje em dia, em diferentes métodos de gerenciamento de projetos, foram totalmente inspirados nesse documento.

Aliás, um dos 4 valores, que diz sobre responder às mudanças, permanece bastante inovador e importante para o meio. Isso porque seguir um plano, independentemente do que acontece no meio do caminho, pode levar a resultados insatisfatórios e comprometer a execução de um desenvolvimento.

A partir da visão trazida por esses profissionais na virada do século, a capacidade de adaptação se tornou uma prioridade, mostrando-se essencial para a aparição da internet das coisas e outras transformações, por exemplo.

Ainda assim, é válido ressaltar que a existência de um plano previamente concebido não foi deixada de lado. Ele apenas deixou de ser tão significativo quanto era nos métodos tradicionais. A noção também se aplica às documentações, negociações e ferramentas, que são mencionadas nos outros 3 valores. Desse modo, não é como se a agilidade dispensasse, necessariamente, a formalização ou a presença de planejamento.

Uma das provas de sua relevância é o fato de que, mesmo depois de tantas transformações digitais, não houve necessidade de atualizá-lo. Portanto, os frameworks são atualizados, mas o manifesto foi tão bem elaborado que ele não precisou passar por nenhuma renovação.

Os 12 princípios do manifesto: o que eles significam?

Além dos 4 valores, existem 12 princípios do manifesto que devem ser considerados. O primeiro deles — e o mais importante — está relacionado à satisfação do cliente por meio da entrega adiantada e contínua de um software de valor. Além disso, ele dispõe sobre:

  • aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento;
  • entregar algo que realmente funciona;
  • trabalhar conjuntamente com as pessoas que lidam com os negócios;
  • motivar os indivíduos ao redor dos projetos;
  • ter conversas cara a cara para alcançar a clareza comunicativa;
  • desenvolver softwares funcionais;
  • contar com um ambiente de trabalho sustentável;
  • manter atenção à excelência técnica e ao bom design;
  • maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito;
  • contar com times auto-organizáveis;
  • refletir sobre a efetividade alcançada em períodos regulares.

O método tradicional acabou?

Pode-se dizer que ele está em vias de se extinguir. Afinal, muitas empresas já identificaram que, em questão de meses, elas podem lançar algo valioso para seus clientes, usando o método ágil. A competitividade do mercado também influencia bastante nesse sentido, já que é necessário entregar algo que tenha mais valor do que o proposto pelos concorrentes. Portanto, a agilidade desponta como um dos diferenciais competitivos mais determinantes no cenário atual.

Além disso, no método tradicional, havia uma lentidão para entender a presença de algum problema, por conta da falta de transparência nos processos. Os ajustes só seriam considerados nas etapas finais. Em termos econômicos, os métodos ágeis também se destacaram por permitir uma grande redução de custos — se algum detalhe der errado, é possível corrigir a rota e economizar recursos.

Enfim, é fato que o manifesto ágil causou uma verdadeira revolução não somente na forma de se desenvolver softwares ou pensar na tecnologia. Ele também se transformou em um guia para o planejamento e para a gestão de projetos.

Se você gostou deste texto e quer contar mais agilidade nos processos de sua empresa, entre em contato com a Mooven — nós podemos ajudar!

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