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Saiba o que são inovação incremental e radical e como aplicá-las

inovação incremental

Vivemos em um mundo cada vez mais pautado por inovações — seja nas ferramentas, tecnológicas ou não, que usamos no dia a dia, seja no jeito de entender os fatos que acontecem ao nosso redor.
No contexto corporativo não é diferente. Empresas que ficaram presas aos métodos do passado dificilmente encontram resultados compatíveis com as exigências atuais do mercado.
Levando isso em conta, a inovação incremental e a inovação radical podem surgir como importantes diferenciais competitivos. Neste texto, falaremos sobre o funcionamento de cada uma, as finalidades e as formas de aplicá-la. Boa leitura!

O que são a inovação incremental e a inovação radical?

Antes de tudo, é necessário ter em mente que existem vários tipos de inovação. Eles são válidos para inúmeros objetivos, como:

  • melhorar processos;
  • aprimorar produtos e serviços;
  • repensar modelos de negócio;
  • traçar novas estratégias de marketing;
  • reestruturar departamentos;
  • montar equipes para projetos específicos, entre outros.

Entre os tipos de inovação, vale destacar a incremental e a radical, que são abordagens diferentes do mesmo intuito: criar algo distinto para alavancar a performance da organização.
Em termos bem resumidos, as inovações incrementais são utilizadas para modificar questões pontuais, sem alterar aspectos centrais da empresa. Muitas vezes, são sutis e podem não implicar alterações aparentes. As radicais, por sua vez, alteram a sustentação de algo, provocando mudanças completas e evidentes para quem acompanha a rotina da companhia.
inovação radical, também chamada de disruptiva, pode acarretar a substituição de um modelo de negócio ou a troca do principal produto ou serviço comercializado, ao passo que as incrementais cumprem a função de aprimorar, aos poucos, coisas que já existem.
Para entender melhor a diferença entre ambas, imagine uma música. Se ela fosse repaginada de maneira incremental, apenas algumas partes da letra e da harmonia mudariam. Em contrapartida, caso uma inovação radical acontecesse, o refrão e a melodia passariam por uma transformação total, quase virando outra canção.

Para que servem?

Como mencionado, as duas podem servir para variados propósitos. Tendo vista a enorme relevância da capacidade de inovar nos dias de hoje, a saída mais estratégica é saber como dosar e onde aplicar as ações inovadoras, independentemente de serem muito impactantes ou não.
É preciso considerar que nem todas as medidas nesse sentido são benéficas ou proporcionam as consequências imaginadas. Por conta disso, é fundamental criar uma cultura de inovação dentro da organização, de modo que seja possível avaliar a viabilidade de uma ideia e os riscos que ela carrega antes de colocá-la em prática.
Em relação aos processos e ao fluxo de trabalho, elas são bem-vindas. A adesão a outros métodos, bem como novas soluções para fatores operacionais, tende a causar bons resultados ligados à produtividade e à redução de custos. Ainda podem ser úteis para a adequação a novas políticas, normas ou legislações.
Serviços e produtos também podem ser inovados a partir dessas duas perspectivas. Afinal, por que não pensar em novas funcionalidades para o app, criar conceitos de embalagem ou revisar a identidade visual da(s) marca(s)? É possível criar algo para atingir outra fatia do mercado, considerar uma mudança de público-alvo e/ou buyer personas, e assim por diante.
O modelo de negócio é passível de inovações pontuais ou disruptivas. Contudo, é oportuno frisar que, quando aplicadas a esse âmbito, deve-se pensar a respeito da repercussão que elas podem gerar. Muitas vezes, surge a necessidade de fazer uma mudança organizacional complexa, que demanda transformações na própria cultura da empresa. Nesse sentido, é possível variar o valor oferecido aos clientes e o segmento de atuação.

Quais são as principais diferenças entre elas?

Geralmente, a inovação radical tem o papel de quebrar paradigmas. Em virtude disso, ela requer investimentos mais elevados para promover pesquisas, contratar consultorias especializadas e fazer uma gestão de riscos detalhada.
Esse tipo de inovação exige diversas adaptações, que podem se associar aos colaboradores, às ferramentas e aos valores. São inciativas arriscadas, que à primeira vista podem soar como uma aposta ou algo sem cabimento. Entretanto, elas podem mudar o rumo da organização para melhor.
As inovações incrementais, por outro lado, podem parecer insignificantes, porque causam um impacto menor. Porém, saiba que isso não faz delas menos relevantes que as alterações bruscas. Elas são necessárias quando é preciso aprimorar algo que já está implementado, como um produto querido pelos clientes ou um projeto em andamento.
Além disso, as incrementais podem ser implementadas em períodos curtos, que vão de seis meses a dois anos; as radicais necessitam de um tempo maior: mais de cinco anos. Nestas últimas, a trajetória percorrida não é contínua, pois acontecem várias interrupções e retomadas, além de ocorrerem trocas na equipe, inclusive das pessoas que tomam as decisões.
Embora os termos sejam frequentemente aproximados, há diferenças marcantes entre inovações radicais e disruptivas. Um artigo veiculado na edição brasileira da Harvard Business Review se debruça sobre o tema ao analisar uma série de publicações científicas relacionadas.
De acordo com os especialistas, as radicais são originadas “na criação de novos conhecimentos e na comercialização de ideias ou produtos totalmente novos”. Sendo assim, elas se associam ao comportamento organizacional e às estruturas que o permeiam. Os autores ainda apontam que um negócio, para ser disruptivo, carece da aceitação dos setores mais baixos do mercado.

Como aplicá-las?

A aplicação desses diferentes modelos de inovação depende de uma análise aprofundada dos objetivos a serem alcançados. Se a sua empresa deseja passar por uma transformação digital, por exemplo, será necessário rever o planejamento estratégico da área de TI, os processos ligados a esse departamento, as ações de marketing digital etc.
Independentemente dos objetivos envolvidos e do tipo de alteração ambicionada, contar com uma consultoria interdisciplinar pode ser de grande ajuda. Esse serviço é fundamental para identificar as possibilidades, elaborar as fases de implementação e até mesmo conduzir a criação de novas soluções.
Enfim, tanto a inovação incremental quanto a inovação radical podem proporcionar uma série de benefícios para a sua empresa. Afinal, elas são essenciais para manter os seus diferenciais competitivos em evidência no mercado.
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