As fases do design sprint: fique por dentro dessa metodologia
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As fases do design sprint: fique por dentro dessa metodologia

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design sprint

Você já ouviu falar em design sprint? Em um mundo cada vez mais dominado por inovações tecnológicas e estratégias disruptivas, algumas metodologias têm ajudado empresas em suas atividades diárias. Será que alguma delas pode ajudar o seu negócio a crescer?
Pensando na relevância desse assunto, elaboramos este post. Ao longo do texto, você entenderá no que consiste a prática, quais são suas fases, as vantagens que ela traz e as maneiras de aplicá-la em sua organização. Vamos lá?

Saiba o que é o design sprint

O design sprint foi criado por Jake Knapp — ex-executivo do Google Ventures. Sua ideia inicial era encontrar uma forma de inovação e criação mais efetiva do que os tradicionais brainstorms. Felizmente, a iniciativa deu certo.
Em termos bastante resumidos, ele nada mais é do que uma forma rápida de se obter o MVP (minimum viable product) ou produto mínimo viável, ou seja, a primeira versão válida de um projeto. Com o MVP, é possível corrigir eventuais falhas em um curto tempo. Ele é, portanto, um processo acelerado de desenvolvimento de produtos.
Trata-se de uma novidade no mercado, tendo em vista que são poucas as empresas que trabalham com esse método no Brasil. É uma cultura que ainda não está completamente instaurada. A maioria das organizações adeptas são startups que fazem validações de lançamento de produto. De qualquer forma, muitas empresas estão indo ao mercado para buscar esse diferencial — a validação, que antes era feita em até 6 meses, hoje pode acontecer em uma semana.

Entenda quais são as fases do design sprint

Basicamente, a divisão leva em conta os dias úteis de uma semana, portanto, 5 fases. O objetivo é validar a ideia da melhor maneira possível, de modo que ela possa ir para o mercado. Para isso, também é considerada a análise dos especialistas que participam do processo.
Embora seja viável englobar diferentes etapas no mesmo dia, é bom lembrar que não se trata de uma metodologia muito flexível, já que nenhuma fase pode ser ignorada. Confira, logo abaixo, o que precisa ser feito em cada momento do design sprint.

Compreensão (Dia 1)

No primeiro dia, de forma colaborativa, o time exterioriza as ideias. É a hora de cogitar e compreender o que se encaixa melhor à proposta. É fundamental que todos coloquem suas impressões para fora: desenvolvedores, stakeholders etc. Assim, é viável obter insights que serão realmente úteis para o andamento do projeto. O alinhamento entre os membros do grupo precisa acontecer nessa fase.

Divergência (Dia 2)

Individualmente, todos começam a dar forma ao que extraíram de melhor do brainstorm para propor diferentes soluções aos problemas apresentados no primeiro dia. Cada um anota suas próprias visões para depois levá-las ao time e, a partir disso, encontrar opiniões e propostas divergentes.

Decisão (Dia 3)

O terceiro dia é para filtrar e tomar decisões em relação ao que foi produzido de maneira individual. O objetivo é refinar as melhores propostas e escolher qual delas mais correspondem às demandas do projeto em questão. Para dar mais dinâmica ao processo, cada membro do time pode votar em três ideias diferentes para seguir adiante.

Protótipo (Dia 4)

O momento da prototipação requer muita produtividade dos envolvidos. Tanto é que, logo no início do expediente, recomenda-se planejar as atividades a serem desenvolvidas.
A otimização do tempo fica ainda melhor quando se escolhe ferramentas de prototipagem já conhecidas pelo time de desenvolvimento. É preciso se aproximar bastante da interface ou design do produto, para que ele possa ser testado com todas as suas funções. Enquanto isso, parte da equipe fica incumbida de preparar os testes, isto é, convidar prováveis entrevistados, montar o roteiro etc.

Validação (Dia 5)

Na etapa final, a de validação, o protótipo enfim é apresentado aos potenciais usuários do produto. De preferência, isso deve ocorrer em sessões individuais, para que haja o máximo de interação com o que foi desenvolvido.
É necessário coletar feedbacks em tempo real sobre as diversas experiências de uso. Assim, a equipe se reúne para discutir as informações obtidas, decidir o que deve ser refeito, o que será descartado e assim por diante.

Conheça as vantagens dessa estratégia

Indiscutivelmente, o principal benefício trazido por essa estratégia se reflete no tempo de desenvolvimento, que é bastante acelerado. Afinal, antes de alguma organização investir recursos volumosos em um produto e lançá-lo no mercado, ela quer saber se o produto vai dar certo, quais ajustes são bem-vindos etc.
Um trabalho que antes era feito em questão de meses, pode ser concluído com apenas 40 horas de trabalho. Em 5 dias, a empresa consegue buscar atalhos para validar a ideia e construí-la de uma forma mais simples, sem precisar de muitos investimentos para isso. Consequentemente, alavancar a inovação torna-se um processo mais simples.

Veja como aplicá-la no seu negócio

Primeiramente, vale ressaltar que o desenvolvimento do projeto deve ser bilateral. O cliente ou algum funcionário que domina a cultura da empresa deve estar com o time responsável para participar de todas as etapas. A visão interna de quem quer produzir é primordial para o bom andamento da metodologia.
Caso isso não seja possível, não há um impedimento de execução. Porém, para se chegar a conclusão com maior êxito, os insights de pessoas que trabalham na organização são extremamente valiosos.
Em geral, as equipes são formadas por, pelo menos, um designer, um stakeholder, um product manager e alguém com conhecimento técnico, que geralmente é um desenvolvedor. Outra figura indispensável é um facilitador, que pode ser um consultor ou um fornecedor de soluções digitais — ele deve tomar as rédeas da aplicação da metodologia e coordenar as sessões coletivas.
Com velocidade, multidisciplinaridade e incentivo à inovação, o design sprint surge como uma alternativa viável para validar produtos. Para que os projetos de sua empresa caminhem de maneira mais acelerada e os custos não cresçam, vale a pena apostar nesse método tão eficaz. Ele se aplica bem a startups em estágio inicial e projetos internos, que ainda carecem de amadurecimento.
Enfim, se você gostou desse conteúdo e quer aplicar essa metodologia em seu negócio, entre em contato com a Mooven — nós podemos ajudar!